Agressividade infantil, é normal?

A agressividade é comum no desenvolvimento infantil, normalmente são comportamentos impulsivos, como mordidas, gritos ou respostas hostis, empurrões, tapas e são respostas a frustrações, medo, raiva e dificuldade na comunicação verbal.

É importante identificar as causas das manifestações da agressividade para lidar de forma adequada. Estejam atentos se há estresse, conflitos familiares, rigidez extrema na educação ou falta de limites, pois o ambiente contribui para a agressividade. Crianças reproduzem o que aprendem com os adultos. Se a agressividade ocorrer em somente alguns locais ou com certas pessoas, a criança pode estar somente reagindo a algo específico e cabe um olhar mais preciso sobre as situações. Há alguns outros fatores ambientais causadores de agressividade, são eles as telas, necessidade de chamar atenção e mudança de rotina.

Crianças também estão aprendendo a lidar com as emoções e podem ter dificuldades em expressar seus medos e frustrações. E, em alguns casos, a agressividade pode estar relacionada a algum transtorno, como TDDH ( transtorno disruptivo da desregulação do humor),  TOD (transtorno Opositor desafiante), transtorno de conduta ou até mesmo depressão infantil.  Avaliar a intensidade e frequência é necessário para identificar se é um comportamento normal do desenvolvimento ou se pode ser sinalizador de problemas.

Primeira regra de ouro para lidar com a agressividade infantil é estabelecer limites de forma clara e consistente, enfatizando as consequências de um comportamento e monitorando. Uma vez estabelecida a norma, não volte atrás, pois isso reforça o comportamento inadequado. Estabeleça autoridade para que a criança entenda que o comportamento agressivo não será tolerado.

Converse com sua criança sobre os sentimentos dela e a ajude a reconhecê-los e expressá-los de forma saudável. Seja um exemplo de comportamento calmo para que a criança se espelhe, contudo, paciência e aceitação da situação jamais podem ser sinônimas. Reconheça o comportamento adequado de modo a incentivá-la na manutenção destes. Façam combinados, premie o esforço, modele os comportamentos positivos.

Episódios de agressividade tendem a diminuir conforme a criança cresce (e com as instruções adequadas). É um desafio o exercício da maternidade/paternidade, portanto, não se desespere, mas tenha resiliência e pratique a paciência. Se perceber que a agressividade interfere no desempenho escolar, que a criança machuca com frequência outras crianças, se houver histórico familiar de transtornos emocionais e se sentir que não consegue lidar sozinho, procure ajuda profissional.